quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

lua

Olhei para o céu e ela estava lá. 
Linda, redondinha
Brilhando sozinha um brilho que não é dela,
Mas fica bem nela. 
De noite, ela é a rainha.
Sua coroa fica vagando espalhada pelo céu,
A ponto de ser vista em qualquer lugar.
Não tem capa, nem um castelo de ouro.
Mas é a rainha de várias noites. 
Tem o poder de fazer as pessoas se emocionarem, 
Sem nem se quer sair do lugar. 
Tem o poder de fazer as pessoas se apaixonarem, 
Só de olhar.
Mas a verdade é que, se não fosse seu outro amiguinho, 
Um que só aparece de dia 
Porque não gosta muito da ideia de se ofuscar com a escuridão, 
Sem ele ela não seria conhecida.  
Pobrezinha, nem poderia ser esquecida. 
E mesmo brilhando o brilho de outro alguém, 
Ela está lá; Linda e formosa, 
No céu à brilhar. 
As vezes toda vestida,
As vezes de vestidinho curto, 
Ou até uma minissaia. 
Até que um dia ela some, mas volta. 
Brilhando um brilho que não é dela, 
Mas fica muito bem nela. 
Linda e redondinha, 
Sempre brilhando sozinha.      




por: raquel santos 

Essas violentas alegrias têm fim também violento, falecendo no triunfo, como a pólvora e o fogo, que num beijo se consomem. O mel mais delicioso é repugnante por sua própria delícia, confundindo com seu sabor o paladar mais ávido. Tem, pois, moderação, que o vagaroso, como o apressado, atrasam-se do pouso.
– William Shakespeare / Romeu e Julieta - Ato II, Cena VI